16 de dezembro de 2011

Consumo - Postal de Natal

Não deixe que o consumismo mate o Natal!

4 comentários:

  1. Adorei e partilhei!
    E a história que está no link para o Sustentabilidade é Acção é fabulosa e tão verdadeira que consigo mesmo imaginar as figuras do presépio a fugirem da maior parte dos presépios em Portugal e no mundo todo!

    Beijinhos e boa semana!

    ResponderEliminar
  2. Perfeito, amiga Manuela.
    Vou partilhar, sei que mo permite.

    Beijo e desejos de Boas Festas, sem consumismo.

    "Sou uma árvore de Natal diferente

    Um dia senti,
    Que a terra ardia.
    Pensei, ser eu
    Que estava febril,
    Delirante,
    Ou tinha mesmo acordado
    Atordoada,
    De uma noite mal dormida.
    O tempo era de Verão,
    O vento que soprava
    E a gente que passava.
    Grande era o alarido
    Que num instante
    Virou clamor e fundiu o espanto
    Em pranto de dor.
    Não estava febril, afinal,
    Nem mesmo mal acordada.
    Tudo ardia em meu redor
    Ao som de gemidos e estalidos
    Em tom de sinfonia gritada,
    E logo em cinzas eu via
    A minha terra,
    A minha gente,
    O meu adro
    E o meu terreiro…
    Holocausto em nome de nada.
    A dor foi passando
    Como a água do ribeiro
    Ao encontro da outra margem.
    Do meu chão,
    Erva verde, frágil e mansa
    Foi crescendo,
    Relembrando a cada instante
    A minha solidão,
    A negrura,
    Que em tom de amargura
    Se havia instalado
    Em todo o canto de mim.
    Sem ramos, nem folhas,
    Sem filhos, nem amigos
    Desistia da vida,
    Mesmo,
    Que o vento me açoitasse
    E as lágrimas teimassem
    Em saltar porta fora.
    O tempo foi passando
    Estirada naquele chão,
    Espreitava o dia acontecer,
    No desejo de me arrastar
    Para além do mar.

    Um dia,
    Um outro dia…
    O chão estremeceu.
    Do céu, uma fresta de luz
    Incandesceu,
    E não sei mesmo
    O que me aconteceu.
    Senti mãos,
    Escutei vozes,
    E fiz viagem até esta paragem.
    E aqui estou eu!
    Nesta sala iluminada,
    Neste sítio ajeitado no abraço,
    Neste canto todo feito de ternura.
    Continuo feia e queimada,
    Ressequida e enquistada,
    Não mo lembrem, …sei bem.
    Mesmo sem ramos, nem folhas,
    Mesmo tendo perdido o vigor
    E a robustez doutros tempos,
    Neste espaço tão mimado
    E com laços brancos enfeitada,
    Sinto-me noiva, amante
    Deste tempo de Natal.
    Saibam de mim!
    Escutem a voz do meu coração,
    Olhem bem em meu redor…
    E mesmo que a noite seja fria
    Não há maior alegria
    Do que aquela
    Que a minha alma canta.
    De braços queimados,
    E toda vestida de branco,
    Oh gente de Campos,
    Oh gente desta terra
    Bem-haja!
    Obrigada.

    Natal de 2011
    Poema de Maria José Areal"


    ResponderEliminar
  3. Olá Sónia

    Também gostei muito da história de Natal com que o Quintino presenteou oSustentabilidade é Acção, há dois anos atrás!

    Obrigada :)

    ResponderEliminar
  4. Viva,amiga Fernanda!

    Muito obrigada pelos votos de boas festas e pelo belíssimo poema dedicado às árvores que aqui deixou. As árvores que tão fundamentais são para todo o equilíbrio da natureza e que nos aquecem no frio do Inverno.

    Que tenha também um excelente Natal junto dos que lhe são mais queridos.

    Beijinhos :)

    ResponderEliminar