5 de março de 2013

Mães de Transição

A não perder a reportagem e entrevista sobre as Mães de Transição que passou ontem na TVI, no programa "A Tarde é Sua", com a Sónia Da Veiga, co-autora deste blogue, com a Sofia Passos, iniciadora do projeto Mães de Transição, e também com a Sílvia Floresta que pratica e ensina permacultura, também a crianças, na Quinta dos Sete Nomes.
(ver aqui)

E para saber mais detalhes de como funciona esta fantástica rede,  visite a página Mães de Transição, donde retirei os seguintes textos (a azul):

«Mães de Transição é uma rede de apoio mútuo, numa cultura de proximidade, entre Mães que apostam num processo de Transição como sugerido pela transitionnetwork.org e pela ética da Permacultura segundo David Holmgren.» (mais em Sobre nós)

«As Mães de Transição é um projecto feito de todas para todas. Não somos uma organização ou um projecto com actividades para Mães. Somos as próprias Mães encontrando-se, ou desenvolvendo juntas com as nossas crianças e muitas vezes com as nossas famílias e amigos as famílias alargadas de apoio mútuo, enquadramento seguro e construtivo com que sempre sonhámos.» (mais em Como funciona)

Imagem de Correio da Manhã
«Para pertencer não é preciso ser mãe. Basta ser mulher e sentir o impulso de cuidar. Cuidar de si mesma, das pessoas, da vida e da terra. Cada mãe de Transição é família com todas as outras, mães, irmãs, tias, avós... todas com muito para dar e receber. É isso que construímos e a realidade a que queremos pertencer.» (mais aqui)

O projeto tem crescido, e conta já com mais cerca de 500 mães de transição espalhadas pelo país em grupos maiores ou mais pequenos. 

Para além desta passagem na TVI também já foi publicado um artigo no Correio da Manhã.

Foi com muito orgulho que vi a parceira aqui do blogue a protagonizar este projeto, a dar a cara e a emprestar a alma a esta bela iniciativa!

Parabéns e força, Sónia, Sofia, e a todas as MÃES DE TRANSIÇÃO! Continuem a desbravar o bom caminho!

22 de fevereiro de 2013

Preservar as cultivares tradicionais - o papel da polinização

A troca de sementes e os encontros para troca de sementes são veículos fundamentais para a preservação das variedades tradicionais e locais de alimentos, bem como para nos ajudar a garantir a soberania alimentar.

Stevia (imagem minha)
Ajudam também a manter-nos independentes do oligopólio das empresas gigantes das sementes. Em todo o mundo, a "propaganda" destas empresas tem levado muitos agricultores a apenas comprarem sementes e a deixarem de recolher as próprias (ver reportagem aqui). E assim se vão perdendo e extinguindo uma quantidade de fenomenal de variedades de plantas adaptadas  às condições edafoclimáticas (de solo e de clima) locais, ao longo de séculos e de gerações.

Mas a troca de sementes é só o princípio da preservação das variedades tradicionais de alimentos (e não só). Cultivá-los e deixar uma parte para a recolha de sementes, é outro dos passos. Pelo meio, além de saber como cultivar, para garantir a preservação das variedades há que ter também o cuidado de garantir distâncias mínimas entre os espécimes de variedades distintas (da mesma espécie) dos quais se pretende recolher as sementes, para que não haja "misturas" indesejadas.

Essas distâncias dependem de diversos fatores, sobretudo do tipo de fecundação (autopolinização ou polinização cruzada) e do agente de polinização (insetos ou outros animais, ou vento).

Imagem obtida aqui
«Polinização consiste na transferência de grãos de pólen da antera para o estigma, na mesma flor, ou de uma flor para outra. Os meios de transferência do pólen variam de conformidade com a espécie. O pólen do milho é transportado pelo vento, atingindo outras plantas; porém, uma pequena parte pode cair sobre estigmas da mesma planta. Plantas forrageiras e centeio também são, em grande parte, polinizadas através do vento. Em muitas leguminosas, como a alfafa e o trevo roxo, o transporte se dá por insetos.» (fonte aqui).

No que se refere à reprodução sexual das plantas, as espécies dizem-se autógamas quando predomina a autopolinizaçao e alógamas quando predomina (acima de 95%)  a polinização cruzada (saber mais aqui). Alguns exemplos (daqui e daqui):

Imagem obtida aqui
  • Autógamas:  alface, feijão, amendoim,  arroz, linho, batata, soja, cevada, tomate, trigo, ervilha, ...
  • Autógamas com alogamia frequente (ou intermediárias): algodão, quiabo, berinjela, sorgo, café (arábica), ...
  • Alógamas:  abacate, alfafa, girassol, batata-doce, goiaba, beterraba, cenoura, maçã, crucíferas em geral (couves, couve-flor, brócolos  nabos, colza, rabanetes, ...), manga, café (robusta), maracujá, cacau, pêra, cana-de-açúcar, centeio,  eucalipto; cucurbitáceas em geral (abóbora, melão,  melancia, pepino, ...), mandioca, mamona, milho, seringueira;  espargo, cânhamo, espinafre, lúpulo, tâmara, kiwi, ...

Sobre as distâncias adequadas para a preservação das variedades de algumas espécies hortícolas, vejam a Tabela sobre tipo de polinização e distância de isolamento a outras variedades da mesma espécie, para garantir pureza varietal,  do artigo "Recursos genéticos - variedades regionais e produção de sementes em agricultura biológica", de Jorge Ferreira e António Stretch, no livro "As bases da agricultura biológica", 2ª edição, Edibio, 2012:

Nota: este artigo foi publicado originalmente no blogue Sustentabilidade é Acção, em 10/2/2013.

30 de janeiro de 2013

INTERVIR - Salvar as abelhas

Muitas vezes as pessoas esquecem-se de parar para pensar na importância que gestos, aparentemente pequenos, têm.

Um deles é utilizar pesticidas...
Porque os pesticidas nao são específicos para a "peste" que queremos erradicar e, como em qualquer conflito, os chamados "danos colaterais" acontecem.
Ora não é com displicência que eles devem ser vistos, nem os pesticidas, nem os "danos colaterais" - perdem-se vidas "inocentes" e, acima de tudo, muito importantes: abelhas!

Imagem retirada daqui
[E isto já para não falar em muitas outras espécies benéficas para nós e para os ecossistemas..., mas fiquemo-nos só por elas, as Raínhas do Sol, que nos fornecem mel, cera e tantas mais coisas boas, benéficas e úteis!]
As abelhas polinizam as plantas, saltando de flor em flor e promovendo a reprodução de muitas e variadas (para não dizer todas) as espécies de árvores, arbustos, ervas e legumes quilómetros em redor da sua colmeia.
Não é preciso citar dados científicos, pois é algo que todos sabemos, até as nossas crianças, pois já o filme Bee Movie - a história de uma Abelha alertou para esse facto.

Ora, se o uso de pesticidas em geral, mas especialmente os com compostos nicotinóides (da família do tabaco, não é à toa que elas ficam mal com o fumo...), porque não bani-los?!?
A União Europeia vai a votação amanhã, dia 31 de Janeiro, para decidir isso mesmo, como noticia o Correio da Manhã aqui.
Então, porque não realizar um gesto, também por muitos considerado pequeno e inconsequente, e juntar a sua voz a milhares de outras, assinando a petição "Horas para banir os assassinos de abelhas" que o Avaaz promove?
É fácil, rápido (depois do primeiro registo, assinar outras petições faz-se simplesmente inserindo a morada de e-mail e carregando em "Sign Petition") e já muitas petições tiveram sucesso! :-)

E, se forem um passo mais além e divulgarem e partilharem esta e outras petições e acções, estarão a fazer a diferença!

Não menosprezem os pequenos actos, nem a importância desses pequenos insectos a quem devemos tanto.

Assinem, partilhem e ajam!

18 de janeiro de 2013

Transformar o jardim em comida

Casa da família Dervaes - imagem obtida aqui

Revolução no jardim: "Homegrown Revolution"

Pode um lote urbano de 800 m2  (com uma casa e garagem) gerar mais de 3000 quilogramas de alimentos biológicos num ano? Pode, pelo menos na Califórnia!

Veja o vídeo abaixo - a curta-metragem premiada de 2009 "Homegrown Revolution", e saiba como a família Dervaes de Pasadena transformou o tradicional logradouro na "atividade mais perigosa do mundo": cultivar alimentos para ficar livre

Conheça melhor a família e a história no site  http://urbanhomestead.org/. De acordo com informações deste site, o recorde foi em 2010, com a produção de 3175 kg (7000 lb) de alimentos numa área cultivada de 400 m2 (1/10 acre).



Vídeo com legendas em português nos primeiros 5 minutos aqui

"Post" idêntico ao publicado em 16/0/72012 no blogue Sustentabilidade é Acção

13 de janeiro de 2013

Partilhar sementes

Partilhar sementes, hoje em dia é, não só uma ação pela biodiversidade, pela sustentabilidade e contra a ganância das grandes corporações em fúrias "patenteadoras", como um ato revolucionário pela soberania alimentar.

Foi o caso do Encontro Troca de Sementes no Porto, no passado dia 22 de setembro de 2012, e vai ser o caso do Encontro Troca de Sementes em Famalicão, agendado para a tarde do dia 2 de fevereiro de 2013, no Parque da Devesa, organizado pelo Grupo Famalicão em Transição e pelo Grupo Troca de Sementes.

Além da partilha de sementes, nestes encontros convive-se e partilham-se experiências e saberes!


20 de dezembro de 2012

Consumo - Prendas de Natal Sustentáveis

O Natal não se resume a trocar prendas, muito pelo contrário!
Contudo, como estamos inseridos numa sociedade consumista e reduzir e reorientar esse consumo é essencial para a Sustentabilidade, aqui ficam dicas para Prendas de Natal Sustentáveis:

Imagem retirada daqui

 - Ofereça o apadrinhamento de um animal, seja ele um Lobo, um Burro (aqui ou aqui), uma Ave de Rapina (aqui ou aqui), um cão-guia ou um cão ou gato abandonados (aqui, aqui ou aqui), por exemplo.
Estará a contribuir para associações que realizam acções preciosas e, simultaneamente, a dar uma lição importante juntamente com a sua prenda!



- Brinde alguém com a inscrição numa associação ambiental/ecológica, de intervenção social ou mesmo de importância extrema para o funcionamento da sociedade, como nos Bombeiros Voluntários da sua área de residência.


Imagem retirada daqui

- Dê às pessoas a hipótese de cultivarem o seu próprio alimento, ofertando vasos com plantas aromáticas ou mesmo árvores de fruto, inscrições em cursos de horticultura ou mesmo sementes variadas, idealmente biológicas e de espécies autóctones/tradicionais, como as que a Colher para Semear preserva.



- Ofereça um curso/workshop de algo que interesse à pessoa a quem quer oferecer a prenda e que contribua para a sua autonomia e saúde, como um workshop de cozinha vegetariana, um curso de horticultura, um workshop de técnicas de construção ecológica ou uma oficina de costura criativa. Não dê o peixe, ensine a pescar... literalmente!

- Dê um pouco de si mesmo, oferecendo-se como voluntário numa instituição de solidariedade social da sua área de residência ou num canil/gatil ou associação de protecção de animais, por exemplo, e organize a sua família e amigos para colaborarem também. Não há melhor prenda do que ter o coração quente por saber que ajudou quem precisa! E tem sempre a recompensa em dinheiro kármico ou algo mais divino, quiçá?


Claro que pode também optar por estes e outros exemplos, mas tenha sempre em consideração que não deve deixar o consumismo matar o Natal!

E torne toda a experiência da quadra numa Acção Sustentável, tanto ecologicamente, como financeiramente, seguindo as dicas da Quercus e lembrem-se:

Imagem retirada daqui


 BOAS FESTAS!!!


17 de dezembro de 2012

Green School - uma escola verde

Em Bali, na Indonésia, existe uma escola verde, a Green School, fundada pelos canadianos Cynthia e John Hardy. Uma escola que pretende inspirar o mundo para a educação e responsabilização para a sustentabilidade. O seu lema é I RESPECT (Integrity, Responsibility, Empathy, Sustainability, Peace, Equality, Community, Trust). Para conhecer melhor a escola e o conceito, veja abaixo a palestra de John Hardy no TED, e visite a respectiva página.



"Post" idêntico ao publicado em 6/2/2011 no blogue Sustentabilidade é Acção

22 de novembro de 2012

Intervir - Vamos todos FLORESTAR PORTUGAL!!!

Sábado, dia 24 de Novembro, a AMO Portugal - Associação Mãos à Obra Portugal vai levar a cabo a iniciativa FLORESTAR PORTUGAL.

Imagem retirada daqui

Juntem-se a esta iniciativa e vamos encher Portugal de árvores autócotones, árvores próprias do nosso país, ricas em história e valor para a nossa fauna.

Plantem uma árvore e façam parte deste movimento! :-)