22 de abril de 2013

Dia da Terra

Hoje, dia 22 de Abril, celebra-se o Dia da Terra.


Neste dia, celebra-se a existência do planeta Terra e de toda a vida e energia que ela contém.
Buckminster Fuller chamou-lhe uma nave espacial, a Nave Espacial Terra, onde todos nós (seres humanos, restantes animais, plantas, etc.) vogamos através do espaço.



Por isso, para se aperceber melhor do TUDO o que está a comemorar, recomendo que veja o filme, "HOME", onde poderá ver a Terra como nunca a viu antes.

versão original aqui

3 de abril de 2013

Curso Horta Mês a Mês (Maia)

Horta Mês a Mês - Agricultura Biológica

«Ter uma horta é uma grande realização não somente por garantir alimentos colhidos diretamente para o seu prato, mas também pelo prazer de cultivar os seus próprios vegetais.

Cada mês pode cultivar um legume diferente, tendo em conta o tipo de solo e as temperaturas.
Mas o que fazer e quando é a melhor altura?
Se pretende conhecer e aprender todo o ciclo agrícola, anote os dias e temas, e nas tardes de sábado, venha trabalhar a terra.



Observações: 
Esta formação decorre na Quinta da Gruta – Maia, tem inicio às 14h e término previsto para as 18h.
Se o participante se inscrever em todas as formações usufrui de um desconto de 15%.
O valor da ação inclui certificado de participação.

O formador é o Eng. Francisco Flórido, responsável pelo Movimento Terra solta e de ações como a criação da Quinta musas da fontinha no centro do porto que visa a entrega, formação e desenvolvimento de um espaço multicultural e sustentável.»

Preço:
10€ - sócios
14€ - não sócios

Para mais informações/ inscrições:  formacoes.iniciativas.quercus@gmail.com

6 de Abril
“Abril Molhado, Ano abastado.”
- Sementeiras


4 de MAIO

“Favas o Maio as dá, o Maio as leva.”
- Adubações verde


22 de JUNHO

“Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta poupança.”
- Mondas, sachas e regas


06 de JULHO

“Em Julho, tudo farás, só o teu verde não ceifarás”
- Sementeiras e plantações


03 de AGOSTO

“Ande o ano por onde andar o mês de Agosto há-de aguentar”
- Colheita e recolha de sementes


07 de SETEMBRO

“Em Setembro, colhendo e comendo”
- Debulha


05 de OUTUBRO

“Outubro Revolver”
- Preparação de solos para Inverno e estrumações


02 de NOVEMBRO

“Novembro pelo São Martinho, semeia o teu cebolinho”
- Sementeiras e plantações de Inverno


07 de Dezembro

“Em Dezembro, treme o frio em cada membro.”
- Estufins, podas e tratamentos 

8 de março de 2013

Dia da Mulher - com Vandana Shiva

No Dia da Mulher, ficamos  com a entrevista a Vandana Shiva, que passou no programa "O Tempo e o Modo" na RTP2 no dia 28 de Junho de 2012. Um depoimento vital e indispensável duma Senhora incrível, com uma cultura vasta, uma inteligência brilhante e uma simplicidade desarmante!



"Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição." Simón Bolivar

5 de março de 2013

Mães de Transição

A não perder a reportagem e entrevista sobre as Mães de Transição que passou ontem na TVI, no programa "A Tarde é Sua", com a Sónia Da Veiga, co-autora deste blogue, com a Sofia Passos, iniciadora do projeto Mães de Transição, e também com a Sílvia Floresta que pratica e ensina permacultura, também a crianças, na Quinta dos Sete Nomes.
(ver aqui)

E para saber mais detalhes de como funciona esta fantástica rede,  visite a página Mães de Transição, donde retirei os seguintes textos (a azul):

«Mães de Transição é uma rede de apoio mútuo, numa cultura de proximidade, entre Mães que apostam num processo de Transição como sugerido pela transitionnetwork.org e pela ética da Permacultura segundo David Holmgren.» (mais em Sobre nós)

«As Mães de Transição é um projecto feito de todas para todas. Não somos uma organização ou um projecto com actividades para Mães. Somos as próprias Mães encontrando-se, ou desenvolvendo juntas com as nossas crianças e muitas vezes com as nossas famílias e amigos as famílias alargadas de apoio mútuo, enquadramento seguro e construtivo com que sempre sonhámos.» (mais em Como funciona)

Imagem de Correio da Manhã
«Para pertencer não é preciso ser mãe. Basta ser mulher e sentir o impulso de cuidar. Cuidar de si mesma, das pessoas, da vida e da terra. Cada mãe de Transição é família com todas as outras, mães, irmãs, tias, avós... todas com muito para dar e receber. É isso que construímos e a realidade a que queremos pertencer.» (mais aqui)

O projeto tem crescido, e conta já com mais cerca de 500 mães de transição espalhadas pelo país em grupos maiores ou mais pequenos. 

Para além desta passagem na TVI também já foi publicado um artigo no Correio da Manhã.

Foi com muito orgulho que vi a parceira aqui do blogue a protagonizar este projeto, a dar a cara e a emprestar a alma a esta bela iniciativa!

Parabéns e força, Sónia, Sofia, e a todas as MÃES DE TRANSIÇÃO! Continuem a desbravar o bom caminho!

22 de fevereiro de 2013

Preservar as cultivares tradicionais - o papel da polinização

A troca de sementes e os encontros para troca de sementes são veículos fundamentais para a preservação das variedades tradicionais e locais de alimentos, bem como para nos ajudar a garantir a soberania alimentar.

Stevia (imagem minha)
Ajudam também a manter-nos independentes do oligopólio das empresas gigantes das sementes. Em todo o mundo, a "propaganda" destas empresas tem levado muitos agricultores a apenas comprarem sementes e a deixarem de recolher as próprias (ver reportagem aqui). E assim se vão perdendo e extinguindo uma quantidade de fenomenal de variedades de plantas adaptadas  às condições edafoclimáticas (de solo e de clima) locais, ao longo de séculos e de gerações.

Mas a troca de sementes é só o princípio da preservação das variedades tradicionais de alimentos (e não só). Cultivá-los e deixar uma parte para a recolha de sementes, é outro dos passos. Pelo meio, além de saber como cultivar, para garantir a preservação das variedades há que ter também o cuidado de garantir distâncias mínimas entre os espécimes de variedades distintas (da mesma espécie) dos quais se pretende recolher as sementes, para que não haja "misturas" indesejadas.

Essas distâncias dependem de diversos fatores, sobretudo do tipo de fecundação (autopolinização ou polinização cruzada) e do agente de polinização (insetos ou outros animais, ou vento).

Imagem obtida aqui
«Polinização consiste na transferência de grãos de pólen da antera para o estigma, na mesma flor, ou de uma flor para outra. Os meios de transferência do pólen variam de conformidade com a espécie. O pólen do milho é transportado pelo vento, atingindo outras plantas; porém, uma pequena parte pode cair sobre estigmas da mesma planta. Plantas forrageiras e centeio também são, em grande parte, polinizadas através do vento. Em muitas leguminosas, como a alfafa e o trevo roxo, o transporte se dá por insetos.» (fonte aqui).

No que se refere à reprodução sexual das plantas, as espécies dizem-se autógamas quando predomina a autopolinizaçao e alógamas quando predomina (acima de 95%)  a polinização cruzada (saber mais aqui). Alguns exemplos (daqui e daqui):

Imagem obtida aqui
  • Autógamas:  alface, feijão, amendoim,  arroz, linho, batata, soja, cevada, tomate, trigo, ervilha, ...
  • Autógamas com alogamia frequente (ou intermediárias): algodão, quiabo, berinjela, sorgo, café (arábica), ...
  • Alógamas:  abacate, alfafa, girassol, batata-doce, goiaba, beterraba, cenoura, maçã, crucíferas em geral (couves, couve-flor, brócolos  nabos, colza, rabanetes, ...), manga, café (robusta), maracujá, cacau, pêra, cana-de-açúcar, centeio,  eucalipto; cucurbitáceas em geral (abóbora, melão,  melancia, pepino, ...), mandioca, mamona, milho, seringueira;  espargo, cânhamo, espinafre, lúpulo, tâmara, kiwi, ...

Sobre as distâncias adequadas para a preservação das variedades de algumas espécies hortícolas, vejam a Tabela sobre tipo de polinização e distância de isolamento a outras variedades da mesma espécie, para garantir pureza varietal,  do artigo "Recursos genéticos - variedades regionais e produção de sementes em agricultura biológica", de Jorge Ferreira e António Stretch, no livro "As bases da agricultura biológica", 2ª edição, Edibio, 2012:

Nota: este artigo foi publicado originalmente no blogue Sustentabilidade é Acção, em 10/2/2013.

30 de janeiro de 2013

INTERVIR - Salvar as abelhas

Muitas vezes as pessoas esquecem-se de parar para pensar na importância que gestos, aparentemente pequenos, têm.

Um deles é utilizar pesticidas...
Porque os pesticidas nao são específicos para a "peste" que queremos erradicar e, como em qualquer conflito, os chamados "danos colaterais" acontecem.
Ora não é com displicência que eles devem ser vistos, nem os pesticidas, nem os "danos colaterais" - perdem-se vidas "inocentes" e, acima de tudo, muito importantes: abelhas!

Imagem retirada daqui
[E isto já para não falar em muitas outras espécies benéficas para nós e para os ecossistemas..., mas fiquemo-nos só por elas, as Raínhas do Sol, que nos fornecem mel, cera e tantas mais coisas boas, benéficas e úteis!]
As abelhas polinizam as plantas, saltando de flor em flor e promovendo a reprodução de muitas e variadas (para não dizer todas) as espécies de árvores, arbustos, ervas e legumes quilómetros em redor da sua colmeia.
Não é preciso citar dados científicos, pois é algo que todos sabemos, até as nossas crianças, pois já o filme Bee Movie - a história de uma Abelha alertou para esse facto.

Ora, se o uso de pesticidas em geral, mas especialmente os com compostos nicotinóides (da família do tabaco, não é à toa que elas ficam mal com o fumo...), porque não bani-los?!?
A União Europeia vai a votação amanhã, dia 31 de Janeiro, para decidir isso mesmo, como noticia o Correio da Manhã aqui.
Então, porque não realizar um gesto, também por muitos considerado pequeno e inconsequente, e juntar a sua voz a milhares de outras, assinando a petição "Horas para banir os assassinos de abelhas" que o Avaaz promove?
É fácil, rápido (depois do primeiro registo, assinar outras petições faz-se simplesmente inserindo a morada de e-mail e carregando em "Sign Petition") e já muitas petições tiveram sucesso! :-)

E, se forem um passo mais além e divulgarem e partilharem esta e outras petições e acções, estarão a fazer a diferença!

Não menosprezem os pequenos actos, nem a importância desses pequenos insectos a quem devemos tanto.

Assinem, partilhem e ajam!

18 de janeiro de 2013

Transformar o jardim em comida

Casa da família Dervaes - imagem obtida aqui

Revolução no jardim: "Homegrown Revolution"

Pode um lote urbano de 800 m2  (com uma casa e garagem) gerar mais de 3000 quilogramas de alimentos biológicos num ano? Pode, pelo menos na Califórnia!

Veja o vídeo abaixo - a curta-metragem premiada de 2009 "Homegrown Revolution", e saiba como a família Dervaes de Pasadena transformou o tradicional logradouro na "atividade mais perigosa do mundo": cultivar alimentos para ficar livre

Conheça melhor a família e a história no site  http://urbanhomestead.org/. De acordo com informações deste site, o recorde foi em 2010, com a produção de 3175 kg (7000 lb) de alimentos numa área cultivada de 400 m2 (1/10 acre).



Vídeo com legendas em português nos primeiros 5 minutos aqui

"Post" idêntico ao publicado em 16/0/72012 no blogue Sustentabilidade é Acção

13 de janeiro de 2013

Partilhar sementes

Partilhar sementes, hoje em dia é, não só uma ação pela biodiversidade, pela sustentabilidade e contra a ganância das grandes corporações em fúrias "patenteadoras", como um ato revolucionário pela soberania alimentar.

Foi o caso do Encontro Troca de Sementes no Porto, no passado dia 22 de setembro de 2012, e vai ser o caso do Encontro Troca de Sementes em Famalicão, agendado para a tarde do dia 2 de fevereiro de 2013, no Parque da Devesa, organizado pelo Grupo Famalicão em Transição e pelo Grupo Troca de Sementes.

Além da partilha de sementes, nestes encontros convive-se e partilham-se experiências e saberes!