22 de dezembro de 2013

Energia e Prendas

Entrados que estamos no Inverno, a poucos dias do Natal, aqui deixamos dois apelos:

1º: com o frio que já se faz sentir, lembrem-se de tomar cuidados redobrados, mas utilizando a energia de forma consciente.
Sigam estas recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil e protejam-se eficazmente do frio:

Pode descarregar o panfleto completo aqui


2º: optem por prendas sustentáveis, ecológicas, nacionais e originais, dentre as várias sugestões que podem encontrar aqui.

Lembrem-se: o melhor presente é estar presente!!!

Imagem retirada daqui

A todos os que dão valor á sustentabilidade e em especial aos que nos visitam, os nossos votos de BOAS FESTAS!!!

Imagem retirada do FB


28 de outubro de 2013

Transportes - partilha de automóvel

Viajar de transportes públicos é a opção mais sustentável quando se trata de distâncias consideráveis. Mas nem sempre é possível, e viajar só no automóvel além de caro (cada vez mais) é ambientalmente desaconselhável. 

Imagem obtida aqui
Recebi há tempos, por e-mail, a divulgação de uma plataforma na internet destinada à partilha de automóvel. Depois de uma pesquisa pela internet, encontrei o seguinte texto:

«Carpooling
O conceito de carpooling ou car-sharing é simples: partilhar o carro nas deslocações diárias ou pontuais com outros colegas e pessoas, i.e., ir ou dar “boleia” partilhando os custos.
Desta forma é possível partilhar os custos e mesmo a condução, poupando dinheiro, reduzindo o impacto ambiental ao reduzir o tráfego e as emissões poluentes.
A partilha da viatura aumenta também a convivência entre os colegas assim como reduz o stress de conduzir todos os dias.»

O texto é do site Eficiência Energética, onde pode saber muito mais sobre este modo de viajar (vale a pena ler o artigo todo).
Imagem obtida aqui

Encontrei também os seguintes sites portugueses destinados ao "carpooling":
Bem como mais alguns sites não portugueses mas que "operam" em Portugal (por exemplo, o Carpoolworld e o Roadsharing).

E ainda um blogue dedicado ao tema "Car Sharing Portugal". Segundo este blogue, a diferença entre os termos Carsharing e Carpooling é a seguinte:

"Car Sharing = utilização de um carro por curtos períodos de tempo, mediante o pagamento de acordo com um determinado tarifário.
 Car Pooling = quando várias pessoas se juntam para partilhar o mesmo carro num trajecto, i.e., de casa para o trabalho ou numa viagem."

Se conhece estes sistemas e tem alguma opinião positiva ou negativa sobre o assunto, agradeço o seu comentário. Bem como dos outros leitores, certamente.

(Mensagem semelhante á publicada no blogue Sustentabilidade é Acção em 28/12/2013)

4 de outubro de 2013

AGIR_Dia 04 de Outubro - Dia do Animal

Hoje é o Dia Mundial do Animal, data escolhida em honra de São Francisco de Assis, grande defensor dos animais.

Neste dia, vamos Agir, fazendo algo efectivo em prol dos Animais!
Podem fazer qualquer coisa que achem útil e eficaz!!! :-)
Para quem preferir sugestões, aqui ficam algumas:

Imagem retirada daqui
A vivisecção consiste no acto de dissecar (cortar, expôr e/ou remover partes de) um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica (ver a reacção a fármacos e/ou estímulos, perceber a fisiologia, etc....).
Este tipo de procedimento é utilizado em faculdades e laboratórios um pouco por toda a Europa, incluindo cá em Portugal.
É ridículo, com todos os conhecimentos e modelos computorizados que temos para tudo hoje em dia, ter que provocar sofrimento e/ou a morte de uma animal para se aprender e/ou testar seja o que for... especialmente se for destinado a humanos, porque a correlação de resultados nem sempre é garantida... :-(

  • Podem ser voluntários por um dia no Centro de Recolha Animal da vossa área de residência, não só para dar algum carinho aos animais, mas também para perceber como funcionam estes centros. E a mesma coisa é válida em relação a Associações de Protecção Animal, que precisam tanto de voluntários e/ou de Famílias de Acolhimento Temporário! Já para não falar de apoio material em termos de alimentos e outros produtos para os animais!!!
  • Apoiar iniciativas que visem proteger e restaurar a fauna selvagem, como o Grupo Lobo, que vai assinalar o Dia do Animal no dia 05 de Outubro com um evento no seu Centro de Recuperação do Lobo Ibérico:  sessão de contos com lobos, contados pelo contador de estórias António Fontinha.
Imagem retirada daqui

  • Instituir no seu lar o Dia sem Carne (inspirada na iniciativa Segunda sem Carne), de modo a mostrar o seu respeito pelos animais, não se alimentando deles no dia que lhes é reservado e, se quiser ser sustentável e ético ao longo do ano, ter pelo menos um dia destes por semana. Melhor ainda se quiser progressivamente tornar-se vegetariano, ou melhor ainda, vegano, pois, além de mais barato e saudável, comer de modo ético é muito bom para o espírito! :-) Até uma criança de 3 anos sabe que não se devem comer os animais:


Se ainda tem dúvidas sobre porque é que o ser humano deve coexistir com os animais e ajudá-los em vez de os explorar, sugiro que veja os filmes Home e Earthlings e dois vídeos da Pink (este e este), depois, diga-me se sente a necessidade de Agir ou se consegue ficar parado depois de tomar consciência de tudo o que tomou!
Imagem retirada daqui

Um bom dia para todos os animais, incluindo os seres humanos!

24 de agosto de 2013

É preciso AGIR pela Sustentabilidade!!!

Entre a época de férias e projectos pessoais, não têm havido publicações frequentes aqui no blogue, mas quando se fica a saber que, no 20º dia do oitavo mês do ano, já consumimos os recursos todos que equivalem a um ano de produção do planeta, percebemos que não podemos dar tréguas nisto de Agir pela Sustentabilidade!!!

Imagem retirada daqui

Porque é mesmo impossível continuar assim!!!

Há países, como o Japão, a utilizar mais de 7 vezes os recursos que possuem e poucos países estão a gastar menos do que produzem, o que resulta no facto de, por ano, precisarmos dos recursos de um planeta inteiro e mais meio para suprir as necessidades do consumo actual da população de um só planeta...

Imagem retirada daqui
E não julguem que são só os outros países, porque Portugal também consome demais (extrapulo que algures entre 4 e 5 vezes mais o que produzimos) e há muito tempo...

Imagem capturada daqui
Os dados vão apenas até 2007, mas, apesar de ser bom apercebermo-nos que até essa altura estávamos a baixar o nosso consumo desde 1995, a nossa capacidade de produção (biocapacidade) tem vindo a descer, mesmo que a ritmo lento, sistematicamente desde 1961!!!

Torna-se cada vez mais necessário AGIR e o mais rapidamente possível, tanto a nível do consumo (que se quer consciente), como da produção (que se precisa diversa e sustentável)!

Vamos todos AGIR?!? Porque Sustentabilidade não é palavra... é ACÇÃO!!!

16 de julho de 2013

Horticultura e hortaliças

Hortaliças, legumes ou verduras são alimentos essenciais na dieta diária de quem faz uma alimentação equilibrada e saudável. Bem mais saudável se for produzido de forma biológica, sem pesticidas e sem adubos químicos de síntese (para nós e para o ambiente). E se tivermos a possibilidade e o gosto de sermos nós próprios a produzir, ainda melhor. 

Anteriormente apresentei uma dicas básicas, de principiante para principiante de agricultura biológica. Para quem possa estar interessado em aprender mais alguma coisa sobre o cultivo de hortícolas em modo biológico, deixo aqui umas ligações um guia básico e para manuais que estão presentemente online, e que se encontram também na página "Agricultura Sustentável" (do blogue irmão  Sustentabilidade é Acção):
Abaixo, uma tabela retirada deste último (Manual de Horta: Cultivo de Hortaliças, da Secretaria Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, Brasil) com o valor nutricional de hortaliças (por 100 gr). Algumas são bem comuns em Portugal, outras nem tanto (clique na imagem para ampliar). Não admira, pois, que grande parte destes alimentos sejam fundamentais na prevenção e mesmo combate de doenças. E fundamental é também a diversidade, pois cada um desses alimentos tem a sua própria riqueza.


"Os benefícios que as verduras, legumes e frutas podem propiciar ao organismo estão cada vez mais comprovados por pesquisas científicas. Por esta razão, é muito importante que seu consumo seja motivado desde a primeira infância para que bons hábitos alimentares se instalem e perpetuem através das gerações."  

Fonte: "A IMPORTÂNCIA DAS HORTALIÇAS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA", por Vera Lúcia T. Nakayama (nutricionista),  em"Manual de Horta", Prefeitura de são Paulo


Bom proveito!
(Mensagem semelhante à publicada em 8/6/2013 no blogue  Sustentabilidade é Acção)

14 de junho de 2013

Comer plantas selvagens - Ançarinha branca (Chenopodium album)

É infindável a lista de plantas que nascem espontâneamente por todo o lado e que podem ser utilizadas para fins medicinais. Mas também há muitas plantas espontâneas que são comestíveis, e que nos "infestam" as nossas hortas. Não gosto de lhe chamar daninhas, porque todas elas têm a sua função, mas lá que algumas são danadas, são! Um pouco de conhecimento faz toda a diferença.

Aos poucos vou estudando e aprendendo com quem sabe a conhecer as plantas selvagens comestíveis, e já experimentei a ançarinha-branca (salteada), a beldroega (sopa e salada), o dente-de-leão (salada). A seguir, hei-de experimentar a sopa de urtiga (para já tenho-lhe dado outro uso),  o saramago e até a labaça, que este ano está mesmo uma praga lá na quinta.

A Ançarinha-branca (Chenopodium album), também conhecida como falsa-erva-de-santa-maria, quenopódio ou espinafre-selvagem, é uma planta anual que começa agora em junho a nascer por tudo quanto é lado da horta, com uma força espantosa, e, se a deixar crescer, chega a atingir 1 metro de altura em pouco tempo.

Pois este ano, em vez de lutar com a planta, deixo-a crescer um pouco e depois arranco, cozinho e como-a. E é uma delícia.

A seguir, receita de ançarinha branca salteada que o meu tio José Alberto me deu. A receita é rápida e idêntica a grelos salteados, mas com a particularidade de cozer as folhas de ançarinha-branca em duas águas:





- Escolher as folhas tenras e lavar bem;
- Mergulhar em água a  ferver e deixar ferver 2 minutos;
- Escorrer e voltar a mergulhar em nova água a ferver, desta vez com um pouco de sal, e deixar ferver mais 2 minutos;
- Voltar a escorrer e saltear numa frigideira com azeite e alho picado.
- Servir

Mais alguns usos e receitas de plantas espontâneas comestíveis nos links:


28 de maio de 2013

Construção - Reutilizar materiais e usar recursos locais

"Paredes de pneus, terra e latas; recolha de águas pluviais para usos diários; aproveitamento da luz solar para aquecimento de águas e das habitações; uso de coberturas ajardinadas melhorando a climatização das habitações e aumentando a área de solo permeável; espaços exteriores com a reutilização de diversos materiais, entre outros."

Esta é a descrição que consta na página do Facebook da "Casa Ecofixe" (e donde foram retiradas as imagens), uma moradia que um jovem casal está a construir na na freguesia de Alvarelhos, concelho daTrofa.

As principais motivações para a escolha desta técnica construtiva foram o custo inferior ao da construção tradicional, a procura por um tipo de construção sustentável, através da aplicação de materiais reutilizados e reciclados, e do uso de materiais locais, disponíveis nas proximidades (num raio de poucos quilómetros), e também a eficiência energética, através da minimização dos gastos energéticos futuros e da maior autonomia.

Entre as dificuldades que apareceram, pois a ideia surgiu há já alguns anos, esteve a demora em  arranjar um construtor que abraçasse o projeto, mas acabou formando-se uma empresa de construção para o efeito.



O projeto é da autoria do arquiteto João Pereira e da arquiteta paisagista Graça Silva, e tem tido assessoria técnica na execução do    arquiteto Armindo Pereira de Magalhães, de V. N. Famalicão.

Esta construção é baseada no conceito "Earthsip", desenvolvido por Michael Reynolds desde cerca de 1970.

Embora já existam vários casos de moradias em construção ecológica, espero que o destaque dado a este caso nos meios de comunicação sirva para que se comece a perceber que há muitas possibilidades de construção para além do betão e do cimento, e muitas delas são bem mais sustentáveis e económicas.

Mais sobre a história desta casa em  O Notícias da Trofa, em Studio Roulette e em Público P3, e vídeos na TrofaTV e em RTP notícias


Nota: este artigo é semelhante ao publicado no blogue Sustentabilidade é Acção, em 26/4/2013

20 de maio de 2013

Intervir - Pelo direito à ÁGUA de todos

Um bem tão precioso como a água, não pode ser objeto de lucro, cobiça ou ganância.  

Em Portugal, a legislação tem vindo a ser alterada, aos poucos e quase subrepticiamente, para permitir a privatização da água.

Está nas nossas mãos impedir que a água seja privatizada. 

Se nada fizermos, em breve veremos a água privatizada. E os exemplos pelo mundo fora demonstram o erro crasso que é privatizar a água. Alguns, já perceberam e voltaram a remunicipalizá-la, embora com enormes custos. Outros ainda acham que estão de mãos atadas.

Pela água de todos, veja, ouça, pense e aja!  Manifeste-se e assine:



JUNTOS, TEMOS MAIS FORÇA!

8 de maio de 2013

Joaninhas - preciosa ajuda na agricultura biológica

Imagem de Wikimedia
Larva de joaninha-dos-sete-pontos (coccinella septempunctata), uma das cerca de 5000 espécies de joaninhas, e a mais comum na Europa.

Depois da fase larvar, a joaninha passa pelo estádio imóvel de pupa, normalmente agarrada a uma folha ou caule e eclode com a forma adulta, mas amarela. Depois vai alaranjando e ganhando as pintas até ficar com o aspecto final da joaninha dos sete pontos,

As joaninhas são predadoras vorazes de pequenos insetos, como pulgões, moscas da fruta, piolhos das folhas e ácaros, tanto em larva como adulta. Uma joaninha pode comer mais de 200 pulgões por dia, embora também se alimentem de néctar e folhas - são omnívoras.

Por esse motivo, são preciosas como auxiliares em agricultura biológica, mas são muito sensíveis aos pesticidas usados na agricultura convencional, por isso aí não aparecem.
Imagem de Wikipedia

Metamorfose das joaninhas:
http://youtu.be/GLMZI8_69bg
http://youtu.be/daOBpw4-jXA

Mais em:
http://diariodebiologia.com/2010/02/que-bicho-e-esse-5/
http://www.ninha.bio.br/biologia/joaninhas.html

Conheço as joaninhas adultas desde criança, mas foi preciso começar a minha horta (biológica) em 2011 para conhecer as larvas de joaninha. Quando as vi, a minha reacção foi "mas que bicho é este, rastejante, cinzento e com manchas cor de salmão?" e só fiquei a saber depois de pesquisar. 

3 de maio de 2013

INTERVIR_Pelas Sementes Livres!!!

"No próximo dia 6 de maio o Parlamento Europeu irá votar uma diretiva intitulada Lei das Sementes. Esta lei promove a obrigação de registar toda e qualquer variedade de planta de cultivo, mesmo as utilizadas em hortas familiares, por agricultores tradicionais ou em mercados locais, acarretando custos e processos administrativos proibitivos para a produção em pequena escala, discriminando severamente as sementes e material de propagação de plantas de polinização aberta, regionais e tradicionais, a favor das sementes industriais e dos operadores corporativos.
sementeslivres_titom_web_high
Imagem retirada daqui
Neste momento está em curso a Campanha pelas Sementes Livres em todos os Estados-Membros da União Europeia. Em Portugal a campanha é dinamizada pelo Campo Aberto, GAIA, Movimento Pró-Informação para Cidadania e Ambiente, Plataforma Transgénicos Fora e Quercus, para além de contar já com várias dezenas de subscritores."
in Drops

"Unindo cidadãos preocupados, agricultores, criadores independentes e organizações e associações sem fins lucrativos por toda a Europa, esta campanha visa inverter o rumo da agricultura na Europa, onde os modos de produção intensivos se sobrepõem cada vez mais à agricultura tradicional e de pequena escala e onde as variedades agrícolas e as próprias sementes, a base da vida, estão a ser retiradas da esfera comum e entregues nas mãos de multinacionais do agro-negócio. A expressão mais recente desta tendência é a legislação a ser proposta pela Comissão Europeia para restringir a livre reprodução e circulação de sementes, fechar variedades de plantas agrícolas anteriormente pertencendo ao bem comum em patentes e ilegalizar as variedades não registadas. A nova 'Lei das Sementes' visa retirar o papel de curador da semente ao agricultor, papel esse que desempenhou, com proveito para toda a humanidade, desde o nascimento da agricultura e da civilização há 10.000 anos!"
in GAIA

A recolha, troca e venda de sementes devem ser permitidas a todos e não apenas a grandes empresas!

Assinem esta petição, subscrevam esta carta aberta ao Presidente da Comissão Europeia e/ou enviem vocês mesmos uma adaptação dessa carta a jose-manuel.barroso@ec.europa.eu., para rejeitar a proposta para Lei das Sementes, em nome da soberania alimentar!

26 de abril de 2013

Semear e Germinar

Já tem bastantes sementes, seja porque as recolheu ou porque as trocou/recebeu num Encontro de Sementes como este, e quer saber o que fazer com elas?

Aqui vão algumas sugestões:

SEMEAR
1. Prepare um recipiente pequeno (copo de iogurte, etc.), furando o seu fundo para garantir uma boa drenagem da água da rega;

 
2. Segure o copo na palma da sua mão e, com atenção para que não saia pelo fundo, coloque uma mistura de terra e composto [se tiver do que resulta da compostagem dos seus próprios resíduos orgânicos, melhor ainda! :-) ] quase até ao topo do copo - inicialmente pressione um pouco a terra, pois a compactação diminui a perda de solo pelo buraco de drenagem, mas depois deixe-a bem solta, para que as sementes tenham por onde lançar as suas raízes e germinar;




3. Com um dedo, faça buracos na terra e lá coloque as sementes - se forem grandinhas, coloque apenas uma em cada buraco, não ultrapassando 5 por copo no total e, se forem pequeninas, coloque 3-5 em cada buraco, num total de 5 buracos por copo, de modo a que elas tenham espaço para crescer;

 


4. Cubra as sementes levemente com um pouco da mistura de terra e composto, regue com um pouco de água, sem levantar muito solo e sem o compactar, e coloque o copo num local iluminado, mas não demasiado quente ou frio;

5. Regue gentilmente todos os dias de modo a manter o solo mole para que a semente possa germinar e despontar. Quando começarem a surgir plantas, evite derrubá-las com a água da rega;



 6. Depois pode transplantá-las para um vaso ou directamente para um jardim. 


Para TRANSPLANTAR para um vaso:
- encha o vaso com uma mistura de terra e composto- abra um buraco do tamanho do copo de iogurte; 
- com a terra seca, vire o copo de iogurte ao contrário e, gentilmente, empurre a terra pelo orifício no fundo do copo com o dedo, amparando o torrão de terra com cuidado para não danificar a(s) planta(s);
- coloque o torrão no buraco, calcando ligeiramente a terra em redor; 
regue diariamente e veja-a(s) crescer!




GERMINAR

Pode optar por consumir as sementes germinando-as, isto é, fazendo-as despontar e ingerindo os rebentos. Isto torna-as de muito mais fácil digestão e óptimas para colocar em saladas.

Aprenda aqui mais sobre isso e não se esqueça: apesar de existirem frascos próprios para o efeito, pode (re)utilizar um frasco de vidro de boca larga que tenha em casa e colocar-lhe uma simples rede por cima! ;-)

Imagem retirada daqui

23 de abril de 2013

CONSUMO: Compre local e nacional!

Imagem retirada daqui

"Ser sustentável" é ter consciência que todas as nossas actividades têm impacto na Natureza e que devemos minimizar esse impacto ao máximo, vivendo com um estilo de vida que se baseia no consumo consciente: consumir o que está disponível, sem prejuízo para o meio ambiente ou para a comunidade.


Com isso em mente, comprende-se perfeitamente que comprar produtos locais ou, no máximo, nacionais, é ter um comportamento de consumo consciente e sustentável.

Vejamos:

Imagem retirada daqui
- quanto mais longe um produto viaja do produtor ao consumidor, mais polui e, como tal, menos ecológico é. A poluição derivada do transporte de produtos locais e nacionais é MUITO menor que a de produtos importados, pois os produtores locais e nacionais estão bem perto de nós; por exemplo, a viagem das bananas da Madeira para qualquer ponto do território nacional é MUITO menor que a das bananas de qualquer dos países americanos que a produzem!

Imagem retirada daqui


- quanto mais tempo um produto demora a chegar do produtor às nossas mãos, mais formas artificiais de o manter fresco são usadas. Por esta razão, devemos privilegiar os produtos frescos vendidos nos mercados e feiras e não os importados aos quais são aplicados, muitas vezes, conservantes ou técnicas de refrigeração prejudiciais à qualidade do produto e até mesmo à nossa saúde!


Imagem retirada daqui


- quanto maior a viagem que um produto tenha que fazer do produtor ao consumidor, maior será a necessidade de um correcto acondicionamento e, como tal, mais embalagens terá. Quanto mais material envolver o produto que desejamos, maior será o desperdício de material e, apesar de, regra geral, o podermos reciclar, recursos valiosos já terão sido desperdiçados na sua produção.
[veja mais aqui e aqui, por exemplo]


Imagem retirada daqui
- os produtores em "larga escala" tendem a usar mais produtos químicos (pesticidas, conservantes, etc.) que os produtores locais, com produções "familiares". Mesmo que legumes ou ovos vendidos no mercado ou da vizinha não tenham etiqueta de "biológicos", provavelmente inserir-se-ão nessa classificação, tornando-os mais saudáveis e menos nocivos para o ambiente (e para quem os consome) que os vendidos em grandes superfícies.
[veja mais aqui e aqui, por exemplo]
Imagem retirada daqui


- ao comprarmos legumes e frutas a produtores nacionais, estamos a incentivar a agricultura portuguesa e, indirectamente, a diminuir a desertificação do interior e a ajudar a prevenir incêndios. A maior parte do interior do país é composto de zonas rurais e, se a agricultura não for rentável e não existirem alternativas económicas viáveis (p.e., turismo rural), as populações dirigem-se para os grandes centros urbanos, votando ao abandono grande parte do território nacional.

Imagem retirada daqui



- ao comprarmos produtos de Artesanato Português, estamos a manter tradições seculares e a promover a nossa identidade! Além de estarmos a dar uma forma de subsistência digna a um concidadão e, por exemplo, a oferecer prendas com significado e história.





Não é à toa que, em muitos livros e sites, se refere fazer compras no comércio local como uma das primeiras medidas amigas do ambiente que se pode adoptar, tanto por ser das mais fáceis, como das que, com um mínimo de esforço, produz maiores resultados.

Devemos esforçar-nos por diminuir a nossa pegada ecológica (impacto negativo que temos no meio ambiente), por isso e por tudo o que foi dito acima... comprem local e nacional!!! Além de protegerem o meio ambiente, ajudam a comunidade e os vossos concidadãos!!!

E lembrem-se: "Sustentabilidade" não é apenas uma palavra bonita, mas sim uma atitude que importa ter. Sustentabilidade é Acção!

22 de abril de 2013

Dia da Terra

Hoje, dia 22 de Abril, celebra-se o Dia da Terra.


Neste dia, celebra-se a existência do planeta Terra e de toda a vida e energia que ela contém.
Buckminster Fuller chamou-lhe uma nave espacial, a Nave Espacial Terra, onde todos nós (seres humanos, restantes animais, plantas, etc.) vogamos através do espaço.



Por isso, para se aperceber melhor do TUDO o que está a comemorar, recomendo que veja o filme, "HOME", onde poderá ver a Terra como nunca a viu antes.

versão original aqui

3 de abril de 2013

Curso Horta Mês a Mês (Maia)

Horta Mês a Mês - Agricultura Biológica

«Ter uma horta é uma grande realização não somente por garantir alimentos colhidos diretamente para o seu prato, mas também pelo prazer de cultivar os seus próprios vegetais.

Cada mês pode cultivar um legume diferente, tendo em conta o tipo de solo e as temperaturas.
Mas o que fazer e quando é a melhor altura?
Se pretende conhecer e aprender todo o ciclo agrícola, anote os dias e temas, e nas tardes de sábado, venha trabalhar a terra.



Observações: 
Esta formação decorre na Quinta da Gruta – Maia, tem inicio às 14h e término previsto para as 18h.
Se o participante se inscrever em todas as formações usufrui de um desconto de 15%.
O valor da ação inclui certificado de participação.

O formador é o Eng. Francisco Flórido, responsável pelo Movimento Terra solta e de ações como a criação da Quinta musas da fontinha no centro do porto que visa a entrega, formação e desenvolvimento de um espaço multicultural e sustentável.»

Preço:
10€ - sócios
14€ - não sócios

Para mais informações/ inscrições:  formacoes.iniciativas.quercus@gmail.com

6 de Abril
“Abril Molhado, Ano abastado.”
- Sementeiras


4 de MAIO

“Favas o Maio as dá, o Maio as leva.”
- Adubações verde


22 de JUNHO

“Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta poupança.”
- Mondas, sachas e regas


06 de JULHO

“Em Julho, tudo farás, só o teu verde não ceifarás”
- Sementeiras e plantações


03 de AGOSTO

“Ande o ano por onde andar o mês de Agosto há-de aguentar”
- Colheita e recolha de sementes


07 de SETEMBRO

“Em Setembro, colhendo e comendo”
- Debulha


05 de OUTUBRO

“Outubro Revolver”
- Preparação de solos para Inverno e estrumações


02 de NOVEMBRO

“Novembro pelo São Martinho, semeia o teu cebolinho”
- Sementeiras e plantações de Inverno


07 de Dezembro

“Em Dezembro, treme o frio em cada membro.”
- Estufins, podas e tratamentos 

8 de março de 2013

Dia da Mulher - com Vandana Shiva

No Dia da Mulher, ficamos  com a entrevista a Vandana Shiva, que passou no programa "O Tempo e o Modo" na RTP2 no dia 28 de Junho de 2012. Um depoimento vital e indispensável duma Senhora incrível, com uma cultura vasta, uma inteligência brilhante e uma simplicidade desarmante!



"Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição." Simón Bolivar

5 de março de 2013

Mães de Transição

A não perder a reportagem e entrevista sobre as Mães de Transição que passou ontem na TVI, no programa "A Tarde é Sua", com a Sónia Da Veiga, co-autora deste blogue, com a Sofia Passos, iniciadora do projeto Mães de Transição, e também com a Sílvia Floresta que pratica e ensina permacultura, também a crianças, na Quinta dos Sete Nomes.
(ver aqui)

E para saber mais detalhes de como funciona esta fantástica rede,  visite a página Mães de Transição, donde retirei os seguintes textos (a azul):

«Mães de Transição é uma rede de apoio mútuo, numa cultura de proximidade, entre Mães que apostam num processo de Transição como sugerido pela transitionnetwork.org e pela ética da Permacultura segundo David Holmgren.» (mais em Sobre nós)

«As Mães de Transição é um projecto feito de todas para todas. Não somos uma organização ou um projecto com actividades para Mães. Somos as próprias Mães encontrando-se, ou desenvolvendo juntas com as nossas crianças e muitas vezes com as nossas famílias e amigos as famílias alargadas de apoio mútuo, enquadramento seguro e construtivo com que sempre sonhámos.» (mais em Como funciona)

Imagem de Correio da Manhã
«Para pertencer não é preciso ser mãe. Basta ser mulher e sentir o impulso de cuidar. Cuidar de si mesma, das pessoas, da vida e da terra. Cada mãe de Transição é família com todas as outras, mães, irmãs, tias, avós... todas com muito para dar e receber. É isso que construímos e a realidade a que queremos pertencer.» (mais aqui)

O projeto tem crescido, e conta já com mais cerca de 500 mães de transição espalhadas pelo país em grupos maiores ou mais pequenos. 

Para além desta passagem na TVI também já foi publicado um artigo no Correio da Manhã.

Foi com muito orgulho que vi a parceira aqui do blogue a protagonizar este projeto, a dar a cara e a emprestar a alma a esta bela iniciativa!

Parabéns e força, Sónia, Sofia, e a todas as MÃES DE TRANSIÇÃO! Continuem a desbravar o bom caminho!

22 de fevereiro de 2013

Preservar as cultivares tradicionais - o papel da polinização

A troca de sementes e os encontros para troca de sementes são veículos fundamentais para a preservação das variedades tradicionais e locais de alimentos, bem como para nos ajudar a garantir a soberania alimentar.

Stevia (imagem minha)
Ajudam também a manter-nos independentes do oligopólio das empresas gigantes das sementes. Em todo o mundo, a "propaganda" destas empresas tem levado muitos agricultores a apenas comprarem sementes e a deixarem de recolher as próprias (ver reportagem aqui). E assim se vão perdendo e extinguindo uma quantidade de fenomenal de variedades de plantas adaptadas  às condições edafoclimáticas (de solo e de clima) locais, ao longo de séculos e de gerações.

Mas a troca de sementes é só o princípio da preservação das variedades tradicionais de alimentos (e não só). Cultivá-los e deixar uma parte para a recolha de sementes, é outro dos passos. Pelo meio, além de saber como cultivar, para garantir a preservação das variedades há que ter também o cuidado de garantir distâncias mínimas entre os espécimes de variedades distintas (da mesma espécie) dos quais se pretende recolher as sementes, para que não haja "misturas" indesejadas.

Essas distâncias dependem de diversos fatores, sobretudo do tipo de fecundação (autopolinização ou polinização cruzada) e do agente de polinização (insetos ou outros animais, ou vento).

Imagem obtida aqui
«Polinização consiste na transferência de grãos de pólen da antera para o estigma, na mesma flor, ou de uma flor para outra. Os meios de transferência do pólen variam de conformidade com a espécie. O pólen do milho é transportado pelo vento, atingindo outras plantas; porém, uma pequena parte pode cair sobre estigmas da mesma planta. Plantas forrageiras e centeio também são, em grande parte, polinizadas através do vento. Em muitas leguminosas, como a alfafa e o trevo roxo, o transporte se dá por insetos.» (fonte aqui).

No que se refere à reprodução sexual das plantas, as espécies dizem-se autógamas quando predomina a autopolinizaçao e alógamas quando predomina (acima de 95%)  a polinização cruzada (saber mais aqui). Alguns exemplos (daqui e daqui):

Imagem obtida aqui
  • Autógamas:  alface, feijão, amendoim,  arroz, linho, batata, soja, cevada, tomate, trigo, ervilha, ...
  • Autógamas com alogamia frequente (ou intermediárias): algodão, quiabo, berinjela, sorgo, café (arábica), ...
  • Alógamas:  abacate, alfafa, girassol, batata-doce, goiaba, beterraba, cenoura, maçã, crucíferas em geral (couves, couve-flor, brócolos  nabos, colza, rabanetes, ...), manga, café (robusta), maracujá, cacau, pêra, cana-de-açúcar, centeio,  eucalipto; cucurbitáceas em geral (abóbora, melão,  melancia, pepino, ...), mandioca, mamona, milho, seringueira;  espargo, cânhamo, espinafre, lúpulo, tâmara, kiwi, ...

Sobre as distâncias adequadas para a preservação das variedades de algumas espécies hortícolas, vejam a Tabela sobre tipo de polinização e distância de isolamento a outras variedades da mesma espécie, para garantir pureza varietal,  do artigo "Recursos genéticos - variedades regionais e produção de sementes em agricultura biológica", de Jorge Ferreira e António Stretch, no livro "As bases da agricultura biológica", 2ª edição, Edibio, 2012:

Nota: este artigo foi publicado originalmente no blogue Sustentabilidade é Acção, em 10/2/2013.