A História da Mudança - "The Story of Change"
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Mas não são suficientes, pois na realidade não somos os principais culpados. Não num mundo tão injusto em que o lucro vem à frente de tudo, com o impulso de poderosas empresas multinacionais (corporações) e com a conivência da maioria dos governos. O capitalismo predatório em que se transformou a economia "de mercado", assente num mercado cada vez mais desregulado, em monopólios e oligopólios, é uma gravíssima doença da civilização que precisa ser combatida! Em nome da proteção de uma sociedade sã, dos mais desfavorecidos, do ambiente, do planeta, e sobretudo, das próximas gerações.

Se como consumidores temos o poder da escolha (nem sempre), isto é, podemos escolher comprar produtos mais amigos do ambiente ou mais éticos, ou rejeitar produtos de empresas nocivas, a verdade é que, por um lado, precisamos de muita informação, e a maioria não consegue aceder a ela; por outro lado, nós somos muito mais do que meros "consumidores"!
Nós somos cidadãos com direitos e deveres, e é nosso dever denunciar e não aceitar esse jogo que nos retira direitos, e que nos querem impor como se outra via não houvesse. Mas essa atitude exige que nos unamos e que sejamos interventivos e participativos, de diversas formas.
No fundo, acho que é essa também a mensagem de Annie Leonard no seu novo vídeo "A História da Mudança" (The Story of Change), que vale a pena ver, aliás, como todos os outros!
Não somos suficientes mas pouco a pouco vamos ajudando a espalhar a semente da mudança:)
ResponderEliminarBeijinhos
Muito legais as suas exposições de ideias.
ResponderEliminarConfira o nosso blog de produtos ecológicos!
Espero você ;)
Vivendo para consumir.
ResponderEliminarTodos nós brasileiros e também todos que vivem em países onde impera o consumismo acontece a mesma coisa, o cidadão estuda, se esforça para aprender uma profissão para ganhar mais e levar uma vida tranqüila sem nenhum problema financeiro. Podemos pensar, quem ganha bem está tranqüilo sem problemas em suas finanças, ledo engano, porque á medida que o cidadão consegue aumentar seu ganho, automaticamente induzido pelo consumismo seus gastos também se multiplicam. Sendo assim a paz e a tranqüilidade que era o objetivo inicial cai no esquecimento, a partir daí induzido pela mídia a pessoa entra em um consumismo exagerado, para comprar e participar de tudo que a mídia os induz a fazer. O cidadão precisa trabalhar como um burro de carga, sendo assim, quem trabalha demais não tem tempo de desfrutar pelo menos um pouco de paz e tranqüilidade. A partir daí a vida se torna um suplicio interminável, pois a ordem é ganhar e gastar até o fim da vida. Quando perceberem o erro já será tarde, estarão com os cabelos brancos, os rostos enfeitados com rugas, braços e pernas enfraquecidas e total indisposição.
Como evitar este estado de coisa, temos que policiar o nosso desejo de consumo, pois nem tudo que consumimos nos traz felicidade, muitas coisas são supérfluas e sem nenhum sentido prático, para isso temos que usar o bom senso, a razão e não se deixar levar pelas propagandas veiculadas pelas televisões, rádios, revistas e jornais. Nossa vontade, nossa vida tem que ser dirigidas por nós e não por terceiros a seu bel prazer.
Paulo Luiz Mendonça.
Obrigada pelo seu comentário e contributo, Paulo Luiz Mendonça
EliminarO consumismo é o alimento do capitalismo predatório, os "media" (ou mídia como se diz no Brasil), o sistema circulatório que faz essa máquina funcionar, e a alta finança e as grandes corporações, o sistema nervoso central.
Não será o conhecimento da situação por parte da alma (as pessoas), é o primeiro passo para que essa doença seja curada? A mudança de comportamentos individuais e coletivos será o segundo passo!
Mas a crise, cá em Portugal, está a fazer com que o segundo passo seja dado mesmo sem o primeiro.