COP15 acaba sem acordo global
«COP acaba sem acordo e negociação fica para novembro de 2010
COPENHAGUE - A 15ª Conferência das Nações Unidas (COP-15), que terminou oficialmente neste sábado em Copenhague, ficou sem um texto final depois de o plenário recusar o acordo costurado na noite anterior entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul. O documento já era considerado pífio porque não previa metas para os países reduzirem as emissões de gases-estufa até 2020. Trazia só um compromisso de impedir a elevação da temperatura em 2°C, sem dizer como seria atingido.
Com isso, a tentativa de fechar um texto que permitisse que os países, principalmente os desenvolvidos, fossem cobrados internacionalmente pelo cumprimento das metas ficará para 2010, quando está marcada nova reunião no México.
O “acordo de Copenhague”, documento firmado por EUA, China, Brasil, Índia e África do Sul, cristalizou o fracasso de duas semanas de negociações diplomáticas e foi recusado ontem pela manhã. Mesmo com 24 horas de debates além do previsto, o documento, permeado de críticas de delegados, foi denunciado por países em desenvolvimento e acabou rebaixado a um adendo da edição de 2009 da Convenção do Clima (UNFCCC).
(...)
Ao longo da manhã, autoridades internacionais tentaram minimizar o fracasso. Ban Ki-moon, secretário-geral das ONU, afirmou em pronunciamento que “a estrada ainda será muito longa”, mas elogiou o documento.
Yvo de Boer, secretário-geral da UNFCCC, disse não concordar que o “acordo de Copenhague” seja uma ruína e chegou a classificá-lo como “forte”. Ao final, entretanto, cedeu, ao responder a um jornalista britânico sobre as ambições da COP-16, em novembro de 2010: “O que temos de tentar alcançar no México é tudo o que deveríamos ter alcançado aqui.”»
Queríamos um acordo global, justo, ambicioso e vinculativo. Queríamos estabelecer a meta de 350 ppm de CO2 para 2100. Em Copenhaga não obtivemos nada disso. Mas não desistiremos.
Com isso, a tentativa de fechar um texto que permitisse que os países, principalmente os desenvolvidos, fossem cobrados internacionalmente pelo cumprimento das metas ficará para 2010, quando está marcada nova reunião no México.
O “acordo de Copenhague”, documento firmado por EUA, China, Brasil, Índia e África do Sul, cristalizou o fracasso de duas semanas de negociações diplomáticas e foi recusado ontem pela manhã. Mesmo com 24 horas de debates além do previsto, o documento, permeado de críticas de delegados, foi denunciado por países em desenvolvimento e acabou rebaixado a um adendo da edição de 2009 da Convenção do Clima (UNFCCC).
(...)
Ao longo da manhã, autoridades internacionais tentaram minimizar o fracasso. Ban Ki-moon, secretário-geral das ONU, afirmou em pronunciamento que “a estrada ainda será muito longa”, mas elogiou o documento.
Yvo de Boer, secretário-geral da UNFCCC, disse não concordar que o “acordo de Copenhague” seja uma ruína e chegou a classificá-lo como “forte”. Ao final, entretanto, cedeu, ao responder a um jornalista britânico sobre as ambições da COP-16, em novembro de 2010: “O que temos de tentar alcançar no México é tudo o que deveríamos ter alcançado aqui.”»

A estimada amiga Manuela chamou-lhe Pífio, eu concordo e ainda chamaria que foi uma grande fífia esta tentativa por parte dos países mais industrializados, que aliás, são os primeiros reponsáveis pelo que se passa em todos dos países que tem sofrido os desastres ecológicos.
ResponderEliminarDevia haver não uma lei tipo Robin dos Bosques mas, Zé do Telhado, assim podece ser.
Agora acordo não vinculativo para que serve? Para nada.
Já estava à espera deste desfecho. Com Obama limitado pelos lobbies internos do petróleo e do carvão, e a China a fazer depender um acordo de uma proposta arrojada dos EUA, o fracasso era quase inevitável. Arranjaram um acordo de última hora para disfarçar o desastre e tentar dissipar a vergonha que os cidadãos devem sentir pelos líderes que têm.
ResponderEliminarAmiga Manuela.
ResponderEliminarJá tinha lido e aliás publiquei no Diverse Texts em Inglês o que me foi enviado por e-mail um texto semelhante.
Infelizmente tudo este fiasco estava a ser anunciado, com algumas esperanças vãs. Sentia-se que não iria correr como todos queríamos e o Globo tanto precisa.
Não, não desistiremos nunca!!!
Beijinhos
Ná
Bom, muito bom... apenas deixo este comentário parafraseando o Yvo de Boer "O que temos de tentar alcançar na Ásia é tudo o que deveríamos ter alcançado aqui.”»...
ResponderEliminarEu nem quero falar, mas... estava visto que desde que despoletaram a crise propositadamente, depois de, como já aqui disse, ter sido o ano em que mais compraram armamento e inclusive, estão a acabar circuito fechado de pipelines mistos, água, petróleo e gás... estava a tentar dizer, que a Nova Ordem não está a brincar. Não me surpreendeu mínimamente... não seria lógico...
ResponderEliminarRecursos/ superpopulação e ganância/poder à mistura, não podia saír coisa nenhuma!
Bem nem queria comentar, mas tenho que mostrar todo o meu desagrado!!!
ResponderEliminarQue mais nós o povo, liderado por esta cambada..., pode fazer!???
Mostrar aos senhores quais as condições em que eles e seus filhos, netos viveram neste planeta?
Tratamento choque!
Quando uma criança não acredita no adulto, normalmente só vendo!Acho que a Futura Miséria Ecológica deveria ser mostrada em imagens a estes senhores!!!
sónia
Caro Fernando,
ResponderEliminarNão fui eu que chamei pífio, foram os jornalistas do Estadão que escreveram o texto que transcrevi... mas eu subscrevo, apesar de ser uma expressão que não uso!
O tal acordo foi só uma forma de tentarem que não se considerasse um falhanço total, mas cá para mim, foi uma tentativa falhada!
Um abraço
Rui Herbon
ResponderEliminarEu também esperava um desfecho deste género, embora a esperança de um acordo sério só tenha morrido no último dia...
Gostei dessa, da vergonha que os cidadãos têm dos seus líderes... é mesmo assim!
Olá amiga Fernanda
ResponderEliminarTambém recebi e-mails de movimentos, como o Hopenhagen e o 350, de total desilusão e desapontamento, mas com palavras de agradecimento e de esperança. Não se pode é desistir, o que está em jogo é demasiado importante!
Beijos
Voz a 0 db
ResponderEliminarO que vamos tentar alcançar no México em 2010 devia ter sido alcançado este mês, ou, aliás, devia ter sido alcançado na Ásia (Quioto).
Fada
ResponderEliminarOs principais líderes mundiais estão super dependentes dos grandes interesses económicos, o que é uma tristeza enorme.
Mas não vamos desistir de os pressionar!
Beijos
Sónia
ResponderEliminarÉ verdade, temos de mostrar o nosso descontentamento, e temos de voltar à carga a pressionar esses senhores que não querem ver o óbvio, que não querem proteger quem precisa de ser protegido.
Quem inventou a lei do mercado e da maximização do lucro devia ter sido internado!
Poço desculpa poderia ter escolhido outro país... o meu comentário é simplesmente futurista a COP18 será na Ásia...
ResponderEliminarVoz a 0 db
ResponderEliminarEu não sabia donde vinha a Ásia, mas imaginava que não tinha sido engano ...
COP18 em 2012? O ano em que entra em vigor o Governo Mundial Único, que esses senhores vêm tramando há tantos anos?! A Cimeira é para quê?
ResponderEliminarSerá, para transmitirem as novas leis a que o povo terá de se sujeitar?! Só se for!
Uma vez que os nossos prestimosos líderes fizeram o que já era espectável... NADA... nada também não! Conseguiram imprimir uma folha A4 com uma tabela que serve de anexo ao "acordo" para os participantes irem preenchendo até 31Jan10 com os valores que "pretendem" reduzir as suas emissões (no mínimo hilariante) e gastar uns milhões valentes só nesta cimeira, mas como dizia, eles NADA fizeram, temos que ser nós a fazê-lo... Eu já estou a fazê-lo e continuarei a fazê-lo.
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