Uma visão do futuro - Transição

"A visão ecologista sublinha que a transição para a sustentabilidade implica que as pessoas passem a actuar como cidadãos socialmente responsáveis (não apenas como consumidores que se autogratificam) e que cultivem o cuidado para com os seus vizinhos próximos e distantes.
(...)
Numa sociedade global sustentável os preços dos bens e dos serviços deverão reflectir a «pegada ecológica» e social das actividades económicas, e o princípio da precaução deverá tornar-se uma espécie de regra sagrada da gestão e da ciência. As questões da equidade, nomeadamente as que estão relacionadas com a melhoria do bem estar das pessoas e dos ecossistemas, dominarão sobre as regras clássicas de eficiência na determinação do valor, na avaliação do risco, e na análise do custo/benefício. Os cidadãos deverão envolver-se nos processos de governação, de forma a terem uma palavra a dizer em todas as fases da transição. Nesta concepção, um governo sustentável assumirá uma forma essencialmente colectivista e talhada para o cuidado dos bens globais comuns, tais como os santuários naturais e as zonas de especial interesse ecológico."
Numa sociedade global sustentável os preços dos bens e dos serviços deverão reflectir a «pegada ecológica» e social das actividades económicas, e o princípio da precaução deverá tornar-se uma espécie de regra sagrada da gestão e da ciência. As questões da equidade, nomeadamente as que estão relacionadas com a melhoria do bem estar das pessoas e dos ecossistemas, dominarão sobre as regras clássicas de eficiência na determinação do valor, na avaliação do risco, e na análise do custo/benefício. Os cidadãos deverão envolver-se nos processos de governação, de forma a terem uma palavra a dizer em todas as fases da transição. Nesta concepção, um governo sustentável assumirá uma forma essencialmente colectivista e talhada para o cuidado dos bens globais comuns, tais como os santuários naturais e as zonas de especial interesse ecológico."
Valdemar J. Rodrigues, em "Desenvolvimento Sustentável - uma introdução crítica", Parte I - Escolas e correntes de pensamento da questão ambiental- A perspectiva da ecologia e a hipótese de Gaia, Editora Principia, 2009
A Manuela Araújo será oradora no Painel 4 - Boas Práticas de Transição em Portugal do Colóquio: Transição para uma economia e cultura pós-carbono, em Pombal, dia 10 de Abril :)
ResponderEliminarMuito bom e oportuno est post. Parabéns!
ResponderEliminarUma visão do futuro... lá para 10235!
ResponderEliminarMinha Boa Amiga Manuela,
ResponderEliminarUm post muito a propósito do momento que se vive. Está realmente de parabéns.
Um beijinho amigo.
João Leitão, João Videira Santos, Voz a 0 db e Luís
ResponderEliminarMuito obrigada pelos vossos comentários, e um abraço
Voz a 0 db, deixo-lhe a frase do post anterior, "Não duvide".
Olá Manuela,
ResponderEliminarPelo excerto é um livro de facto a ler. Não vou inserir ideias pessimistas, parece que é sempre o que faço!...rsrsrsr
É mais fácil ser pessimista, que se interessar por um assunto, procurando dar um contributo para que a situação melhore!... Ando a castigar o meu pessimismo!...
beijos e bom fim-de-semana,
Manuela
Olá Manuela
ResponderEliminarPois faz muito bem castigar o pessimismo. Meta-o no quarto escuro e deixe-o lá durante uns tempos. De vez em quando, sabe que tem de o deixar escapar, porque a realidade assim obriga, mas a maior parte do tempo: tranque-o, só atrapalha!
(isto também vale ali para o Voz a 0 db)
Beijinho e bom fim de semana
Ok... Ok... vou ser optimista...
ResponderEliminarAh! Ah! Estava a brincar...
Desde que existem registos sobre a nossa existência neste Planeta (Maravilhoso) o que fizemos?
Só acredito que isto tem remédio quando formos menos de 1000 milhões (preferencialmente 500 milhões) de animais humanos a habitar neste belo "calhau"!
E nesse "menos de 1000 milhões" temos que ser cerca de 75% aqueles que realmente praticam a sustentabilidade... (os outros 25% estão a ser ensinados!!!) aí serei optimista... até lá sou realista!
A Manuela sempre a castigar...
Vou fazer link, Manuela.
ResponderEliminarObrigado :)
Beijinho e bom fim-de-semana.
Voz a 0 db
ResponderEliminarTem de tratar esse pessimismo crónico, senão é ele que trata de si!
O meu pessimismo de vez em quando sai à rua, mas não lhe dou confiança e ele lá regressa ao armário, para o castigo :)
Mesmo assim, sai mais do que eu desejaria... mas tento não me deixar dominar por ele, pois não traz vantagem nenhuma.
Ai que dois!... tu, Nela, e o Voz 0 bd!! ahahahhahahhahahahahahahahaahah
ResponderEliminarDesculpem lá, mas está demais! ahahahhahh
Ana Paula
ResponderEliminarEu é que agradeço a divulgação.
Beijinhos e bom fim de semana para si também
Olá Fada
ResponderEliminarTemo que o pessimismo do Voz a 0 db seja um caso sem solução...
Boa dica Manuela e o blog cada vez melhor! Beijo querida.
ResponderEliminarObrigada, Liete, e um bom Domingo.
ResponderEliminarBeijinhos
Manuela...
ResponderEliminarNão é "pessimismo crónico" é "realista crónico"
Porque eu não acho que tudo vai mau, nem vejo sempre o pior lado das coisas!
Apenas foco a minha atenção para o que é REAL e que está REALMENTE mal, para ver se o PESSOAL do PAÍS DAS MARAVILHAS acorda e vê que afinal nem tudo está BEM..
E não me bata mais que já estou a ficar com nódoas negras!!!
Voz a 0 db
ResponderEliminarEu não lhe bato a si, só ao seu pessimismo...
Quanto ao que diz, vejo assim: o realismo refere-se ao presente e ao passado. Quanto ao futuro, pode-se ser pessimista ou realista.
Ser pessimista, ou seja achar que tudo vai ser mau ou pior que o mau do presente (sim, eu sei que o presente é muito mau, embora haja partes boas), não vai ajudar ninguém a melhorar, mas antes a desanimar.
Encarar o futuro com optimismo "puxa" as pessoas para "cima", dá mais ânimo a fazer algo para mudar o presente.
Tenho uma filha chamada Alice, mas bem sei que não estamos no país das maravilhas... nem país, nem mundo. Tem razão quando diz que é preciso que se saiba o mal que por aí vai.
Mas desculpe-me, não acho que tenha razão ao considerar que tudo venha a ser pior. Porque, mesmo que venha a ter razão, se todos pensarmos assim, então, não vale a pena fazer nada, porque "é o destino".
Como podemos esperar que as Grandes Massas alterem os seus comportamentos se não têm um conhecimento do que fomos, somos e seremos, se continuarmos a seguir o caminho que até agora temos seguido? Quando digo caminho não me refiro ao caminho que essas Grandes Massas têm a percepção... pois esse não é o caminho Real.
ResponderEliminarA primeira vez que li algo sobre o aquecimento global, ainda era um adolescente, foi numa revista da National Geographic, lá na longínqua década de oitenta do século passado!!! e já nessa altura se afirmava e apontava a direcção a seguir. Seguimos essa direcção? Claro que não! Está à vista que não...
Como já escrevi várias vezes, estamos formatados para reagir em vez de agir... e enquanto não conseguirmos alterar este comportamento, pouco ou nada há a fazer.
No meu sítio, sempre que tenho a hipótese, deixo a quem lê, a hipótese de AGIR...
Quando essa hipótese de agir já não existe fica a informação do que foi feito para que tenhamos a noção de que foi mal feito, de que existe e de que se no futuro virmos que poderá voltar a acontecer agirmos antes que aconteça outra vez... podemos não ser bem sucedidos? Podemos... mas se não agirmos então mais vale deixarmos-nos absorver pela Grande Massa...