O desafio da sustentabilidade - por Valdemar Rodrigues
Mais um extracto do livro "Desenvolvimento Sustentável - uma introdução crítica" em complemento da mensagem anterior, e com o qual partilho a visão integrada da sustentabilidade. Com os sinceros agradecimentos ao Professor Valdemar Rodrigues por ter permitido publicar textos seus neste blogue, que tanto o enriqueceram.
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Imagem que veio do blogue Ita Tapajônica |
Falar de sustentabilidade enquanto patamar superior de aperfeiçoamento das sociedades humanas implica também falar de justiça e de democracia.
(...)
A ideia de devolver à responsabilidade dos homens a nobre tarefa de caminhar rumo à sustentabilidade significa o mesmo que, em democracia, a tarefa de procurar realizar a justiça. É urgente libertar o potencial criativo da sustentabilidade desse tentador totalitarismo técnico e científico, herdeiro do velho iluminismo, que o enleia e assimila.
A solução para a protecção do ambiente é algo que atravessa os tempos e as culturas humanas, e essa é com certeza outra das conclusões deste ensaio. O alcançar da sustentabilidade pode ser hoje mais um problema de visão do que de tecnologia. Mais de justiça e de ética do que de eficiência económica e de gestão ambiental. Para isso é preciso que as escolas incluam o homem no ambiente, e o estudem e respeitem enquanto homem nas suas liberdades e diferenças.
(...)

Valdemar J. Rodrigues, em "Desenvolvimento Sustentável - uma introdução crítica", Conclusões, Editora Principia, 2009. Itálico do autor. Negrito meu.
Pois não.
ResponderEliminarPor onde começamos?
Com certeza na educação.
Não podemos deixar que giram a educação, como se de um produto se tratasse.
A defesa da educação, diz respeito a todos nós.
Educação para uma liberdade com ética e consciência.
Esta é a base para que a sustentabilidade seja possível.
Com certeza que todos estamos de acordo com isto.
Manifestações são necessárias (não só feitas por professores).
Ana Teresa
ResponderEliminarComeçar pela educação das crianças e também dos adultos. Ainda estou convencida que a educação dos adultos (em simultâneo com as crianças) seria uma boa aposta. Mas nos primeiros tempos só resultaria qualquer coisa que fosse obrigatória, ou deixariam de receber certos benefícios.
Muitas pessoas não mudam porque não têm informação suficiente ou coerente. Claro que há outras que é por comodismo, mas a falta de informação está sempre lá também.